"E Deus pelas
mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e
aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles,
e os espíritos malignos saíam." (Atos
19:11,12)
Este episódio registrado no livro de Atos tem sido evocado por pastores e ministros de algumas denominações evangélicas como justificativa bíblica para a distribuição aos fiéis de lenços ungidos, rosas ungidas, toalhinhas ungidas e outras bugigangas ungidas, as quais supostamente teriam o poder de curar doenças e/ou de expulsar espíritos malignos. Mas será que este ensino está realmente correto?
Vamos analisar o fato exclusivamente a luz da Bíblia, iniciemos pela seguinte pergunta: por que não há o registro de nenhum milagre feito por Paulo desde a expulsão de um espírito maligno de uma moça em Filipos? Por que não foram feitos milagres em Tessalônica, Beréia e Atenas? Ou se foram feitos, por que não há o registro? É possível argumentar que a vontade soberana de Deus é demonstrar o sucesso do evangelho, sem milagres no reino natural, este fato em si mesmo demonstra o poder do VERDADEIRO EVANGELHO, onde a pregação da Palavra Verdadeira, não necessita de outro artificio ou “milagre” para atingir sua finalidade.
Deus que operou, Paulo era apenas o instrumento, Deus foi o agente principal, confirmando assim a natureza tanto do milagre quanto da mensagem pregada, vale ressaltar que NÃO FOI Paulo quem mandou levarem os objetos “...De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo”, o apóstolo Paulo JAMAIS apoiaria este tipo de fé distorcida, sendo posta sobre os lenços e aventais ao invés de Deus, isto se constituiria em idolatria e deste modo nenhum milagre teria sido realizado.
Este episódio registrado no livro de Atos tem sido evocado por pastores e ministros de algumas denominações evangélicas como justificativa bíblica para a distribuição aos fiéis de lenços ungidos, rosas ungidas, toalhinhas ungidas e outras bugigangas ungidas, as quais supostamente teriam o poder de curar doenças e/ou de expulsar espíritos malignos. Mas será que este ensino está realmente correto?
Vamos analisar o fato exclusivamente a luz da Bíblia, iniciemos pela seguinte pergunta: por que não há o registro de nenhum milagre feito por Paulo desde a expulsão de um espírito maligno de uma moça em Filipos? Por que não foram feitos milagres em Tessalônica, Beréia e Atenas? Ou se foram feitos, por que não há o registro? É possível argumentar que a vontade soberana de Deus é demonstrar o sucesso do evangelho, sem milagres no reino natural, este fato em si mesmo demonstra o poder do VERDADEIRO EVANGELHO, onde a pregação da Palavra Verdadeira, não necessita de outro artificio ou “milagre” para atingir sua finalidade.
Deus que operou, Paulo era apenas o instrumento, Deus foi o agente principal, confirmando assim a natureza tanto do milagre quanto da mensagem pregada, vale ressaltar que NÃO FOI Paulo quem mandou levarem os objetos “...De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo”, o apóstolo Paulo JAMAIS apoiaria este tipo de fé distorcida, sendo posta sobre os lenços e aventais ao invés de Deus, isto se constituiria em idolatria e deste modo nenhum milagre teria sido realizado.
O Deus que tão
veementemente combateu a idolatria no Velho Testamento não a ratificaria no
Novo Testamento, afinal "Ele, o SENHOR, não muda" (Nm.23.19; I Sm.15.29; Ml.3.6; Tg 1.17) e nem Paulo
autorizaria o uso de tais utensílios.
Este ponto é de fundamental importância e diga-se de passagem que é um dos poucos pontos onde encontra-se quase unanimidade entre o entendimento dos teólogos sejam reformados ou pentecostais, de forma alguma Paulo fez usos de objetos ungidos, nem mesmo podemos dizer que foram levados por discípulos e aprendizes de Paulo; PESSOAS (SE LEVAVAM) o vocábulo grego utilizado aqui demonstra claramente que esta ação era SEM o conhecimento e PRINCIPALMENTE SEM a ORDEM DE Paulo.
Outro ponto que a Bíblia demonstra claramente , é que Paulo jamais ungiu suas vestes com óleo ou qualquer outra coisa, tampouco mandou que fossem levados aos doentes e possessos de espíritos imundos, ou mesmo solicitou partes de vestuário destes para que fossem por ele ungidas; Sendo assim o relato de At.19:11,12, de maneira alguma fornece a base doutrinária para que o ato se perpetue na Igreja Cristã, este texto de Atos trata-se tão somente do registro das acontecimentos relacionados à pregação da Palavra de Deus em Éfeso.
De fato, não há sequer um versículo em toda a Bíblia onde conste a mínima recomendação apostólica sobre esta prática à Igreja. A despeito do que ensinam erroneamente alguns, não houve nenhuma "transferência de unção" do apóstolo Paulo para seus utensílios de trabalho, tampouco há evidência de que estes tivessem algum poder sobrenatural. DEUS e não o lenço/avental realizavam o milagre!
Este ponto é de fundamental importância e diga-se de passagem que é um dos poucos pontos onde encontra-se quase unanimidade entre o entendimento dos teólogos sejam reformados ou pentecostais, de forma alguma Paulo fez usos de objetos ungidos, nem mesmo podemos dizer que foram levados por discípulos e aprendizes de Paulo; PESSOAS (SE LEVAVAM) o vocábulo grego utilizado aqui demonstra claramente que esta ação era SEM o conhecimento e PRINCIPALMENTE SEM a ORDEM DE Paulo.
Outro ponto que a Bíblia demonstra claramente , é que Paulo jamais ungiu suas vestes com óleo ou qualquer outra coisa, tampouco mandou que fossem levados aos doentes e possessos de espíritos imundos, ou mesmo solicitou partes de vestuário destes para que fossem por ele ungidas; Sendo assim o relato de At.19:11,12, de maneira alguma fornece a base doutrinária para que o ato se perpetue na Igreja Cristã, este texto de Atos trata-se tão somente do registro das acontecimentos relacionados à pregação da Palavra de Deus em Éfeso.
De fato, não há sequer um versículo em toda a Bíblia onde conste a mínima recomendação apostólica sobre esta prática à Igreja. A despeito do que ensinam erroneamente alguns, não houve nenhuma "transferência de unção" do apóstolo Paulo para seus utensílios de trabalho, tampouco há evidência de que estes tivessem algum poder sobrenatural. DEUS e não o lenço/avental realizavam o milagre!
Os defensores dos lenços
ungidos frequentemente usam o argumento de que o poder de Deus não mudou para
corroborar suas práticas. De fato, como citado, Deus não mudou; porém,
a revelação bíblica sobre Deus nos mostra que Ele tem Vontade
própria, não sendo mecanicamente repetitivo, mas agindo de forma
diferente em diferentes situações.
Tomar o episódio
registrado em Atos 19:12 como doutrina para a Igreja é negar todos os
princípios da hermenêutica bíblica. O uso de objetos ungidos favorece a criação
e perpetuação da idolatria e feitiçaria na vida dos crentes bem como a terrível
prática da simonia. Assim, é evidente que o Espírito Santo, que não divide sua
glória com ninguém (Is.42.8), jamais permitirá, em hipótese alguma, que a sua
glória seja dada aos ídolos, tenham eles qualquer forma ou aparência,
ratificando tal prática idólatra por meio da realização da cura e assim
desviando as pessoas de Cristo.
A fé é gerada nos crentes a partir da Palavra de Deus: "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17). Não precisou, não precisa na atualidade e jamais precisará de objetos representativos ou simbólicos, estes existiram no A.T. para apontar para Jesus, o que a igreja atual precisa eé de pregações e ensinos corretos da Palavra de Deus, segundo o Autor aos Hebreus, "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11.1,2). Não é necessário nada material sal, rosa, lenço “ungidos” apenas a Palavra de Deus sendo corretamente pregada.
A fé é gerada nos crentes a partir da Palavra de Deus: "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17). Não precisou, não precisa na atualidade e jamais precisará de objetos representativos ou simbólicos, estes existiram no A.T. para apontar para Jesus, o que a igreja atual precisa eé de pregações e ensinos corretos da Palavra de Deus, segundo o Autor aos Hebreus, "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11.1,2). Não é necessário nada material sal, rosa, lenço “ungidos” apenas a Palavra de Deus sendo corretamente pregada.
O Pr. E
teólogo pentecostal Ricardo Almeida comenta que "os evangélicos
retrocederam aos tempos do catolicismo medieval. Observa-se com facilidade, na
maior parte das igrejas, o incentivo de que se usem amuletos como ponto de
contato para a fé. O paganismo e a feitiçaria se disfarçaram de piedade e a
maioria dos crentes só se preocupa em aprender a controlar o mundo sobrenatural
para serem prósperos ou para resolverem seus problemas existenciais."
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