domingo, 22 de dezembro de 2019

O Perdão Bíblico (2ª.Parte)


     Muitas pessoas gostam de falar aos quatro ventos a respeito da importância do perdão, no entanto a ideia de perdão destas mesmas pessoas é bastante diferente e deturpada quando analisamos a questão a luz da Bíblia.

      No início do séc. XX as ideias e preceitos humanistas a respeito do “perdão” tomaram forma e adquiriram força dentro da sociedade, e infelizmente também adentraram nas igrejas através de líderes religiosos que optaram por ideias agradáveis a si mesmos e aos membros das congregações, em detrimento dos verdadeiros ensinamentos bíblicos a respeito do assunto.

      Vejam bem, a ideia de que as pessoas, por serem perdoadas por Deus, deveriam perdoar seus próprios transgressores é comum à maioria das religiões – especialmente as três grandes tradições monoteístas – que vêm articulando o conceito de perdão por milênios, sentimentos como a injustiça e mágoa – situações que podem ser manejadas por meio do perdão – fazem parte da rotina dos relacionamentos em família, na escola e no trabalho, ocasionado, muitas vezes, por aqueles que são mais próximos.

   Com o advento da Psicologia (Ciência relativamente nova), é possível identificar, já na década de 30, artigos teóricos e trabalhos empíricos ainda modestos, elaborados para entender minimamente alguns aspectos relacionados ao comportamento de perdoar. Entretanto, é somente a partir da década de 80 que surge um interesse mais intensivo e metodologicamente estruturado voltado para o estudo do perdão.

    O interesse e os estudos que envolvem o perdão começaram a surgir no Brasil – ou melhor, a ser divulgados – apenas na primeira década de 2000, sendo possível encontrar referências ao tema em alguns livros e artigos que vêm sendo publicados desde então, sendo assim aspectos da Psicologia positiva, apontam o perdão como uma das características passíveis de serem estudadas e aplicadas cientificamente e que poderiam promover condições para o desenvolvimento pleno, saudável e positivo dos aspectos biológicos e sociais dos seres humanos.

    O ato de perdoar ao invés de se vingar, passou a ser encarado como bom para o psicológico da pessoa além de demonstrar um sentimento altruísta interior que seria bem visto pelas outras pessoas.

  “Perdoar” psicologicamente passou a ser ensinado nas igrejas, um tipo de perdão “agradável” por que não envolve nem um tipo de renúncia pessoal; eu digo que perdoei e pronto, mas posso continuar magoado (a), me afastar da pessoa que me traiu ou magoou, eu perdoou quem fala mal de mim, mas eu mesmo me afasto do convívio com estas pessoas.

Este nunca foi ou será o tipo de Perdão ensinado pela Bíblia

    O perdão ensinado na Bíblia obrigatoriamente passa por um caminho de renúncia pessoal, mas este caminho da renúncia quase sempre é o mais difícil de viver e o menos ensinado em muitas denominações religiosas, infelizmente.

   A coerência do bom uso do Evangelho ocorre quando o próprio leitor, ofendido pela traição e pelo repúdio do seu cônjuge por exemplo, gostaria de seguir um novo caminho, uma busca pela felicidade pessoal; mas não o faz porque sabe que tal atitude desagradaria e muito ao SENHOR; e ele próprio termina se convencendo do caminho mais difícil e estreito, da santidade e da obediência a vontade de Deus.

"Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta" (Mt 5,23-26)

    É importante notarmos que nem receber nossas ofertas Deus o faz sem que antes busquemos o perdão; um segundo ponto que também é “ignorado” é que a busca pelo perdão parte da parte “ofendida” - e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão – e não ficar esperando que o ofensor venha pedir perdão.

   Perdão È REESTABELECER LAÇOS, não existe, nem jamais existira no Cristianismo ideias como “Eu perdoo, mas vou me afastar”, “Eu perdoo, mas não preciso conviver”, “Eu perdoo, mas posso me separar”; todas estas ideias são Carnais, Mundanas, e Egoístas, baseadas no que eu quero, no que eu acho, no que vai me fazer bem; e só entraram na igreja a partir do momento que pessoas buscaram ideias humanistas em detrimento do Ensino Bíblico Verdadeiro.

1Co.13:4-7

4 O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
5 Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

    Amor e perdão são duas faces da mesma moeda, e são duas qualidades cristãs que devem ser colocadas em prática a todo momento.

·        Não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor – ou seja perdoa
·        Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta – ou seja perdoa

Deus perdoa todos os dias nossas faltas, pecados e traições; e sempre nos mantém junto a Ele, nosso ato de perdoar TEM QUE SER um reflexo do perdão d’Ele, perdoamos e restabelecemos laços com quem nos ofendeu; ou você prefere que Deus lhe perdoe mas não conviva mais com você?

No Sermão do Monte Jesus demonstra a forma de perdão cristão que devemos praticar.
Lc 6.27-30
38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.  
39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; 
40 e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. 
41 Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. 
42 Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.

O amor ao próximo
Lc 6.32-36
43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 
44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 
45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 
46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? 
47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? 
48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

Nosso amor precisa ser perfeito como o do Pai, e nosso perdão tem que ser aquele reconciliador, o que restabelece os laços rompidos, o que aproxima novamente assim como é o de Deus.

Deus abençoe a todos.

O Perdão Cristão X o “perdão” mundano

Muitas vezes vemos pessoas falarem a respeito de perdão e do quanto este é importante para a vida cristã, no entanto estas mesmas pessoas na grande maioria das vezes passa uma ideia totalmente deturpada do perdão verdadeiramente bíblico, aquele tipo de perdão com o qual fomos agraciados por Deus e com o qual devemos tratar e repassar aos nossos semelhantes.
Ao analisarmos os dias atuais vemos que em sua grande maioria as pessoas procuram saber sobre perdão relacionado a problemas conjugais (traições, adultérios...) ou quando se relaciona a assuntos pessoais como ter sido enganado, passado para trás, ou mesmo quando alguém faz algo que não lhe agrada.
Quando tratamos do casamento as pessoas correm atrás de uma SUPOSTA cláusula de exceção que existiria na Bíblia que supostamente “permitiria o divórcio”.
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, NÃO SENDO POR CAUSA DE FORNICAÇÃO, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt.5:32; 19:9).
Este é um exemplo do mau uso do Evangelho, com finalidades espúrias, de agradar a si mesmo ou de encontrar uma solução mais simples e fácil para um agravante no casamento; alguns supostos “líderes espirituais” com o intuito de agradarem a seu público e/ou satisfazerem vontades pessoais mundanas tem levado milhares, dentro dos templos religiosos, a cumprir a vontade do diabo e seus demônios, se divorciando (ou separando) e partindo para um outro casamento.
Utilizando esta e outras passagens bíblicas FORA DE SEU CONTEXTO adulteram o real significado dos ensinamentos de Jesus e de outros passados por Deus através do Espírito Santo aos autores bíblicos.
Vamos começar analisando o texto de Deuteronômio 24:1
“Quando um homem tiver tomado uma mulher e consumado o matrimônio, mas está logo depois não encontra mais graça a seus olhos, porque viu nela algo inconveniente, ele lhe escreverá então uma ata de divórcio, e a entregará deixando sair de sua casam em liberdade”(Dt. 24:1) Bíblia de Jerusalém
O primeiro ponto a levarmos em conta, e que é de extrema importância para a CORRETA interpretação bíblica é responder a algumas perguntas:
1. Para que povo estava sendo passado este ensinamento?
2. Este é um ensinamento geral ou específico?
3. Qual a realidade histórica (contexto) que motivou Deus a passar este ensinamento?
A partir das respostas destas perguntas vamos esclarecer este tema.
1. O povo era o de Israel, vivendo sob a observância da Lei (Não a igreja de Cristo vivendo no Tempo da Graça)
2. Específico para a ocasião onde os homens estavam tomando esposas e querendo repudiá-las sob qualquer pretexto, e assim procurar outra esposa que os satisfizessem, os homens repudiavam esposas que não cozinhassem bem, não cuidassem da casa (tenda) como eles queriam, ou seja por qualquer motivo*
*Fonte
Comentário Histórico Judáico – David H. Stern
Tanakh e historicidade comentado – Rabino Kerak Austs
3. Além do exposto acima, haviam no meio do arraial pessoas que ainda se casavam com parentes consanguíneos o que fora proibido por Deus (Lv.18), e outros se uniam em matrimonio com mulheres dos povos vizinhos; sendo assim estes são falsos casamentos perante Deus.
Desta forma utilizar-se de Dt.24, Mt.5:32; 19:9, para “justificar” uma separação ou divórcio é um uso ERRADO, PROFANO E HERÈTICO da Bíblia, feito por pessoas que no MÍNIMO desconhecem o real significado das Escrituras Sagradas, o pior é que estas mesmas pessoas na grande maioria das vezes se utilizam destas passagens para justificar a sua própria carnalidade e desejos pecaminosos separando-se e casando novamente.
O Povo de Israel recebeu a sentença de morte por apedrejamento para o homem e para mulher pegos em adultério (Lv. 20:10), sendo assim para que dar uma “carta de divórcio” para alguém que vai morrer apedrejada?
· A Bíblia é clara quando diz que o ÚNICO motivo que desfaz um primeiro casamento é a morte (Rm.7:2-3 e 1Co.7:39).
· JESUS disse que “não separe o homem aquilo que Deus ajuntou” (Mt.19:6).
· O casamento é comparado à relação de JESUS com a sua Igreja (Ef.5:21).
· Se a igreja adultera contra ELE, o SENHOR diz: “(...) Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim” (Jr.3:1).
Se nos traimos Deus todos os dias e Ele nos aceita de volta por arrependimento e perdão, não devo eu de igual modo proceder com meu cônjuge?
O sentido das misericórdias do SENHOR nunca foi o de separar os casais, e sim oferecer a eles uma nova opção e reconciliá-los e restaurá-los através do PERDÂO.
Não se deixe enganar por estes supostos "pastores ou líderes modernos" , que distorcem as verdades da Bíblia a seu Bel prazer , dizendo "você pode perdoar e se divorciar", "Você pode perdoar, mas não precisa ficar junto, nem conviver " , "Se separe, parta para outra, você tem o direito de ser feliz "; todos estes "ensinamentos" são obras de satanás ditos por servos dele.
Preserve seu casamento, lute por ele, Deus é Todo Poderoso e Pode transformar qualquer coisa ou pessoa.
Existem casos - por exemplo violência doméstica - onde há uma separação momentânea afim do problema ser tratado, mesmo assim o divórcio não é uma opção pela Bíblia.
No próximo post continuarei a tratar sobre o assunto perdão.
Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Apologética – A Defesa da Legitima Fé Cristã



       Algumas pessoas acusam todo apologeta, de “perverter” pessoas; elas acham que como estes indivíduos não são impositivos em afirmar que as pessoas vão conseguir o que desejam indo pedir na igreja , não falam  o que as pessoas querem ouvir sobre vitória e prosperidade material, não vão com a multidão no tipo de “pregação” de auto ajuda – cheia de jargões e frases descontextualizadas do seu real significado bíblico (Falácias sem contexto)  – e como estes apologetas ensinam  apenas o que a Bíblia diz sem me importar se falam para um ou para mil estes cristãos estudiosos estariam se portando de forma errada, ou estariam de repente, vamos dizer assim, entristecendo as pessoas, fazendo com que elas fiquem “decepcionadas” com a igreja e deixem de ir aos “cultos”.

       Primeiramente é bom que esclareçamos que templos e congregações não são a igreja, eu sei que parece obvio - Para quem dispensou um mínimo de tempo e esforço para ESTUDAR a Bíblia - que a igreja é cada membro do Corpo de Cristo, onde no momento da aceitação de Jesus como Senhor e Salvador o Espírito Santo passou a habitar nesta pessoa o selando para a salvação (2Co.1:22; 5:5, Ef.1:13-14; 4:30), a própria Bíblia nos diz que Deus não habita em templos erguidos por mãos humanas.

“Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta” 
                                            (At.7:48)
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 
                                           (1Co.3:16)

Cabe neste momento um esclarecimento, de forma alguma a habitação do Espírito Santo no Cristão lhe dá algum tipo de justificativa para não congregar, o escritor de Hebreus nos diz:

Hb.10:25-27 

25 não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.
26 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, 
27 mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.

Vemos desta forma que devemos nos congregar - sim é essencial ao cristão - mas no mesmo texto vemos que ao nos congregarmos DEVEMOS admoestar* uns aos outros ou seja corrigir quando vemos discursos e pensamentos contrários a sã doutrina, ou mesmo atitudes não condizentes com uma vida cristã piedosa.
 
Admoestar verbo
1.  1.
transitivo direto
avisar (alguém) da incorreção de seu modo de agir, pensar etc.; censurar, repreender.
2.  2.
bitransitivo
advertir (alguém) sobre alguma coisa; aconselhar.
 
O Apóstolo Paulo admoestou e corrigiu Pedro por sua conduta não condizente ao Cristianismo.

Gl.2:11-14 

11 Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável. 
12 Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão. 
13 Os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar.
14 Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: “Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?

Como vemos não advertir(v11), não mostraras  atitudes condenáveis e hipocrisias de alguém(v11), pode levar outros ao erro(v13); a atitude bíblica demonstrada por Paulo com relação a pessoas que não andam de acordo com a Verdade do Evangelho é corrigi-los. 
 
Além disso o versículo 26  de Hb.10 (acima) nos mostra que é necessário que recebamos o CONHECIMENTO da verdade, sem este conhecimento podemos facilmente ser enganados, ludibriados e até mesmo conduzidos as astutas armadilhas do inimigo.

Jesus foi o maior e melhor defensor da apologética (Busca pelo conhecimento e ensino correto da verdade)

Foi o próprio Senhor Jesus quem declarou: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Isso aconteceu durante um discurso perante os judeus no templo.
 
Nesse discurso Jesus defendeu a sua missão e a autoridade que recebeu do Pai (Jo.8:12-59), da mesma forma Ele próprio deu a missão e autoridade para alguns (Ef.4).
 
O registro feito pelo apóstolo João desse discurso mostra claramente o estado de escravidão espiritual em que se encontravam as pessoas que ouviam as palavras de Jesus.
 
É importante notarmos que a multidão que ouvia Jesus era composta de pessoas de diferentes classes; entre elas: líderes religiosos, fariseus, cidadãos de Jerusalém e alguns peregrinos.
 
 Certamente algumas dessas pessoas pertenciam ao Sinédrio e pensavam que pelo seu tempo e “experiência” em tratar de assuntos referentes a religiosidade estavam acima de qualquer tipo de admoestação e correção a respeito do que tinham por verdade.
 
Principalmente nestes tempos conturbados, onde vemos brotarem a cada dia novas e antigas heresias, pensamentos e atitudes mundanas dentro e fora das diversas congregações a apologética que foi ensinada e estimulada pelo próprio Senhor Jesus, é cada vez mais necessária de forma a levar a todos os cristãos o Conhecimento da Verdade e assim a Liberdade Cristã; liberdade está que se coaduna com a busca diária pela santidade e correto caminhar de acordo com os legítimos preceitos bíblicos.
 
Que Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Que tipo de Frutos Jesus realmente quer?


Essa foto sempre me intrigou, da mesma forma como os bancos das diversas congregações estão lotados de domingo a domingo de pessoas que nunca nunca mudaram, são apenas CONVENCIDOS e não convertidos, este da foto deve ter sido "fruto" de alguém, isso nos leva inevitavelmente a uma pergunta:
Será este o tipo de fruto que Jesus nos pede?
João Batista foi o precursor de Jesus, ele veio anunciando o batismo do arrependimento, este batismo é fundamental na preparação do povo para entrada no reino de Deus, em suas pregações no deserto João Batista sempre falou da importância de produzir frutos.
“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”; (Mt.3:8)
Neste momento podemos concluir que o fruto de arrependimento (Em outro momento trataremos deste fruto especificamente) permitiria o povo de Israel entrar no Reino de Deus.
Também é possível verificar a importância de dar frutos, quando vemos o próprio Jesus utilizar uma ilustração pertinente:
“E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto”. (Mc.11:12-14)
Para compreendermos perfeitamente a ilustração de Jesus é necessário sabermos que os frutos da figueira nascem antes das suas folhas, sendo assim ao avistar a figueira com folhas Jesus esperava encontrar frutos nela, mesmo não sendo ainda tempo para figos.
A figueira parecia estar dando frutos, mas não estava, isso nos mostra que muitas vezes figueiras (pessoas) que de longe parecem – ou pelo menos se julgam – frutíferas podem estar ostentando apenas folhas, e o pior é que alguns ainda se vangloriam das folhas.
Jesus tem a expectativa de ver frutos, Jesus espera que nós, seus discípulos, sejamos frutíferos para o Reino de Deus.
“Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (Jo.15:4-5)
Ele nos dá a fórmula para sermos frutíferos: Estarmos n’Ele, assim como a vara em si mesma não pode dar fruto, nós não podemos produzir frutos de nós mesmos; sendo assim, se vangloriar de supostos frutos que produzimos é uma atitude de altivez e soberba que não encontramos no cerne dos legítimos seguidores de Cristo, aqueles que realmente sabem que os frutos são d’Ele, por Ele e para Ele.
Deus trabalha em nós para darmos mais frutos ainda. O Senhor Jesus instituiu pessoalmente os 5 Ministérios da igreja:
Ef.4
10 Aquele que desceu é o mesmo que semelhantemente subiu muito além de todos os céus, para preencher tudo o que existe.
11 Assim, Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
12 com o propósito de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério, para que o Corpo de Cristo seja edificado, …
E através do trabalho de cada um deles nos proporciona crescimento e amadurecimento para que os nossos frutos sejam produzidos; superestimar um ministério em detrimento de outro é considerar imperfeita uma atitude de Jesus. Sim, quem pensa que apóstolos são mais importantes que evangelistas, ou pastores mais importantes do que mestres ou profetas no mínimo por inocência ou ignorância* estão questionando Jesus e Sua sabedoria em designar cada um para estes ministérios.
* Ignorância no sentido de nunca terem dispensado o tempo necessário para estudar a fundo os 5 ministérios da igreja, suas utilidades e funções (Teologia)
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”; (IITm.3:16)
Os ajustes e correções que Deus promove na nossa vida são através da Sua Palavra e dos mestres que Ele próprio instituiu e capacitou para estudar e entender através do Espirito Santo a cada dia mais, é a Palavra de Deus que nos limpa, nos corrigi e nos instrui, mas Jesus sempre soube que necessitaríamos de ajuda sendo assim o Espírito Santo conduz e instrui diretamente pessoas através do estudo bíblico (Teologia) para que estes possam igualmente instruir os outros membros do ministério e de todo o corpo de Cristo.
“Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos”. Jo.15:8
Darmos muito fruto, é estamos cumprindo o nosso objetivo e o nosso chamado, mas as vezes é difícil para algumas pessoas entenderem que uma laranjeira não pode produzir abacates e uma mangueira não produzirá uvas, assim nós não podemos produzir frutos diferentes daquilo para o qual fomos chamados; cada ministério é necessário para obra ser perfeita; um apóstolo vai a frente e abre a obra, segue-se a ele um evangelista para auxiliá-lo na captação do povo, um profeta apontando erros e pontos de mudança juntamente com mestres que ensinem e esclareçam a verdade (Palavra de Deus) formam uma comunidade firmada em Jesus (A Rocha), sendo assim está passa a ser cuidada e dirigida por um pastor.
NEM UM É MAIS IMPORTANTE DO QUE O OUTRO, e todos são necessários para que sejam produzidos Frutos que Permaneçam.
“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”. (Jo.15:16)
Quais são os frutos que permanecem? Aqueles que são feitos em amor (cooperação) e pelo Espírito Santo que capacita cada um dentro de seu chamado ministerial.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl.5:22)
Aqueles que se acham auto suficientes, perfeitos, não precisam aprender nada; sozinhos fazem todas as funções e se vangloriam de que apresentam o tipo de fruto que Jesus pede, fazem por suas próprias forças e por isso pensam serem superiores aos outros, mas infelizmente na verdade possuem uma visão carnal e distorcida do que sejam frutos.
Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. (Gl.6:8-9)
“Fui Eu que vos escolhi e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça”.
Somos a partir deste texto enviados a anunciar a Boa Nova da salvação, não vitória, saúde, prosperidade e demais coisa s carnais, mundanas e secundárias para nosso Deus.
Assim, devemos estar animados por uma santa preocupação: a de levar à todos o dom da fé, da amizade com Cristo.
Somos discípulos e missionários para servir a nossos irmãos, e devemos levar um fruto cultivado da forma correta (Proclamação do Verdadeiro Evangelho de Jesus), cuidado com maestria (Discipulado e ensino piedoso) e finalmente colhido no tempo correto (Engajamento no Corpo de Cristo), este será o que permanecera para o Reino de Deus.
Deus abençoe a todos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Dia do Teólogo


É comum neste dia aparecerem uma serie de pessoas criticando o estudo da teologia, alguns por uma “inocência” e desconhecimento a respeito do que vem a ser teologia e de sua utilidade para a vida cristã; outros por simplesmente serem preguiçosos para estudar – quem nunca estudou jamais saberá dar valor ao estudo – e gostam de desmerecer quem não compartilha da sua preguiça “intelectual”; uma terceira categoria de críticos são os “pseudo conhecedores” da Bíblia, estes usam de “argumentos e jargões” no mínimo infantis, pegam textos como “A palavra mata... o Espírito é que vivifica”, “estudar teologia esfria o crente”, “O importante é fazer a obra, é colher frutos” entre outros; não vou me prolongar refutando cada um destes supostos “argumentos” - já que estes em si mesmos demonstram desconhecimento minimo de interpretação e conhecimento bíblicos - os mesmos são tão vazios em si mesmos que sequer merecem perda de tempo para refutá-los.
Apresentarei abaixo alguns argumentos Bíblicos do por que estudar teologia, fiquem a vontade para consultar suas Bíblias e verificarem a veracidade de cada um deles, se precisarem de ajuda procurem por pastores e mestres que realmente conheçam a Bíblia estes sim poderão auxiliá-los.
A desconexão entre teologia e igreja e entre a teologia e o cristão teve resultados desastrosos, vimos no passado da igreja que as heresias e perseguições sempre tiveram como pano de fundo o desconhecimento da Palavra de Deus e seu uso indevido.
Teologia Definida
Para que os cristãos comecem a entender por que a teologia é necessária e relevante precisamos entender o que queremos dizer por teologia; Teologia é o estudo da Palavra de Deus, estudo esse minucioso – SEMPRE GUIADO PELO ESPÍRITO SANTO – de forma a levar ao cristão (Sim cristão, não crente ... crente até os demônios creem Tg.2:19) ao conhecimento de Deus e de Suas vontades como foram expressas por Ele na Bíblia.
1. Será que não é importante conhecer a Deus e as suas vontades?
*Essa é uma pergunta aos críticos do estudo
O conhecimento de Deus é uma linha divisória entre cristãos e incrédulos. As Escrituras caracterizam os incrédulos como aqueles que não “conhecem a Deus”, aqueles que não possuem “conhecimento de Deus” (Os.4:1; 1Co.1:21; Gl.4:8; 1Ts.4:5; 2Ts.1:8; Tt.1:16).
*Lembre-se consulte a sua Bíblia para verificar se está correto*
Os cristãos verdadeiros são aqueles que conhecem a Deus e que estão crescendo no conhecimento de Deus (Cl.1:10). Crescer no conhecimento de Deus significa crescer no estudo e conhecimento da Sua Palavra.
Se a Escritura nos convoca a crescermos no conhecimento de Deus/teologia, então, a busca desse conhecimento teológico é um ato de obediência cristã. Ela se torna um aspecto do discipulado cristão, algo inegociável para o cristão verdadeiro.
2. Uma pessoa que nega o valor do estudo e do conhecimento de Deus... será um cristão verdadeiro?
*Para o mesmo público da primeira pergunta
Teologia e o Amor de Deus
Quando perguntaram a nosso Senhor Jesus Cristo: “Qual é o maior mandamento?”
Ele disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu "ENTENDIMENTO ” (Mt.22:37; Mc.12:30; Lc.10:.27).
Você ama a Deus?
Então você precisa aumentar dia a dia seu ENTENDIMENTO a respeito d’Ele. Amor a Deus e conhecimento de Deus caminham de mãos dadas. Se você realmente ama a Deus, você já tem pelo menos um conhecimento mínimo de Deus, uma “teologia” mínima, se não tivesse nenhum conceito a respeito da sua existência, amá-lo seria impossível, mas se você O ama deve haver um desejo de crescer em seu conhecimento dele, ou seja, crescer em Sua teologia.
A Biblia fala de apenas 4 lugares onde podemos encontrar a Deus e crescer em Sua sabedoria, quando temos duvidas e clamamos por respostas a Deus, Ele já respondeu a estas e outras perguntas na Bíblia, a organização destas respostas de maneira ordenada, é o que chamamos de “teologia propriamente dita”.
1. Nós podemos perguntar a Deus: “Podes me dizer o que há de errado comigo?” Um arranjo ordenado das respostas é a doutrina do pecado.
2. “Por que me escolheste e como é que agora estou reconciliado contigo?”, temos a doutrina da salvação ou soteriologia.
3. “Quais são os meus fins últimos?” Uma organização das respostas encontradas nas Escrituras é a doutrina das últimas coisas ou escatologia.
E todo conhecimento que podemos ter a respeito de Deus só é possível porque Deus decidiu se revelar, foi o próprio Senhor Jesus que nos disse que “ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt.11:27); então quem estuda mais profundamente e conhece melhor ao Pai e a Sua palavra só o faz por que Jesus assim o quis.
Para Quem É a Teologia?
Em primeiro lugar, a teologia é necessária para a igreja como um todo, desde os lideres até os recém convertidos precisam (ou precisariam, infelizmente alguns se acham auto suficientes) sentar e aprender teologia; a igreja é chamada para proclamar o evangelho e discipular as nações, ou seja, a igreja deve proclamar a verdade, como vemos em Jo.17:14-19, Jesus transmite aos Seus a verdade – A Palavra de Deus – e através d’Ela e para ensiná-la nós somos enviados - para ENSINAR a Verdade, não o que eu acho, ou quero- fomos comissionados a ENSINAR A VERDADE.
A igreja deve instruir os cristãos e combater as falsas doutrinas (2Tm.4:1-5; Tt.1:9). Ambas as tarefas exigem uma séria reflexão sobre o ensino das Escrituras. Portanto, a teologia é indispensável para a igreja, em sua grande maioria as pessoas que desprezam o ensino e aprendizado das verdades da Bíblia são as que mais pregam ou defendem heresias e erros doutrinários.
Um discípulo de Cristo deve estar crescendo no amor e também no conhecimento de Deus para isto é importante entender as Escrituras.
Finalmente, é importante lembrar que mesmo aqueles que acreditam que a teologia é irrelevante, estão “fazendo teologia”, o grande problema é que estes fazem isso sem a consciência do que estão fazendo, e geralmente, isso é uma indicação de que eles estão fazendo mal; normalmente esses erros resultam em falsas doutrinas, heresia e idolatria.
Mantendo pessoas sentadas domingo a domingo nos bancos das diversas denominações com os mesmos erros e pecados de quando entraram, achando-se salvos no entanto caminhando a passos largos para perdição; erguendo os braços, cantando e chorando em músicas – não louvores – totalmente antropocêntricas que valorizam o EU pessoal, minhas vontades sem jamais atentar para o que Deus realmente quer delas.
Ouvindo mensagens de auto ajuda, prometendo vitória pessoal, emprego novo, carro novo, prosperidade, sem jamais escutarem uma mensagem sequer do VERDADEIRO EVANGELHO de JESUS, um Evangelho de Consciência do pecado, arrependimento e mudança de vida.
O estudo da teologia é necessário e relevante porque nos ajuda a sermos mais ponderados e cuidadosos em nossos pensamentos e discurso sobre Deus. Ele nos ajuda a sermos transformados pela renovação das nossas mentes.
…10 Aquele que desceu é o mesmo que semelhantemente subiu muito além de todos os céus, para preencher tudo o que existe.
11 Assim, Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
12 com o propósito de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério, para que o Corpo de Cristo seja edificado, …
Ef.4
Termino com duas indagações a respeito do texto acima:
1. Se o próprio Jesus designou cada pessoa para um ministério, Ele estava errado em dar mestres para ensinar na igreja?
* Pois quem ensina sempre será precisará aprender mais dia dia, ou seja estudar teologia.
2. Se o próprio Jesus designou mestres com o propósito de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério, os outros 4 ministérios (apóstolos, evangelistas pastores...) não precisam sentar à frente dos mestres para aprender e se aperfeiçoar?
*É extremamente temerário alguém que se acha acima do estudo e conhecimento de Deus (Sabe Tudo Gospel)
Existe Ministério mais importante ou acima dos outros?
Alguém já sabe tanto que não precisa aprender mais nada?
Algum Pastor ou Líder já é perfeito ?
*Perguntas para o mesmo grupo, os que já sabem tudo, não precisam aprender nada, já fazem a obra, já tem frutos, etc...

"Não repreenda o zombador, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará.
Instrua o homem sábio, e ele será ainda mais sábio; ensine o homem justo, e ele aumentará o seu saber.
"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento".
Pv.9:8-10
Espero que este texto encontre homens e mulheres sábios!
Deus abençoe a todos.


Casamentos Restaurados no Senhor

  A restauração de um casamento não começa quando o outro muda, mas quando cada um assume a responsabilidade por suas próprias atitudes. A a...