domingo, 20 de outubro de 2019

A SEGUNDA VIAGEM DE PAULO



ENCONTROS DIVINOS

Texto Bíblico: Atos 15.36-18.22

A agenda missionária da igreja deve ser dirigida por Deus, e não pelos obreiros, deve ser definida no céu, e não na terra.” (Hernandes Dias Lopes)

Introdução

A segunda viagem missionária de Paulo foi marcada inicialmente por mudanças de plano. Ele havia convidado Barnabé para visitar os irmãos que anteriormente haviam sido alcançados. Barnabé queria levar João Marcos (15.36, 37). Paulo não concordou, pois anteriormente João Marcos os havia abandonado (13.13; 15.38). Paulo endureceu o coração e houve uma desavença com Barnabé.
Eles não puderam mais caminhar juntos. Barnabé foi com Marcos para o Chipre, e Paulo seguiu com Silas para as bandas da Síria e Cilícia. “Mais tarde Paulo mudou de ideia a respeito de João Marcos, uma vez que o chama de cooperador (Fm 23,24), recomenda-o à Igreja de Colossos (Cl 4.10) e roga a Timóteo que o leve a Roma, no período de sua segunda prisão, pois lhe era útil para o ministério (2Tm 4.11).”
Paulo tinha em mente anunciar a Palavra na Ásia, mas Deus não permitiu (16.6,7). Deus o conduziu para a Europa, proporcionando novas experiências, encontros marcantes e muitas almas convertidas a Cristo. Em Trôade ele teve uma visão cuja a conclusão final foi que Deus estava indicando a Macedônia como o destino onde o Evangelho deveria ser anunciado (16.9-12). A condução de Deus proporcionou a Paulo e seus auxiliares novos encontros com pessoas muito especiais e experiências que marcariam suas vidas para sempre. Vamos analisar alguns desses encontros em busca de algumas lições para as nossas vidas.

1°) O Encontro com Timóteo (16.1-5)
1. Os fatos – O encontro aconteceu logo após a desavença com Barnabé. Em
Listra, Paulo conheceu Timóteo que se tornou seu grande colaborador. Ele possui um grande legado espiritual herdado de sua avó Loide e sua mãe Eunice. Era conhecedor das Sagradas Letras (2Tm 1.5; 3.15). Timóteo era aprovado por seus irmãos em Cristo (At 16.2). Provavelmente, se tornara cristão, quando Barnabé e Paulo estiveram em Listra. Tudo indicava que seria um excelente aprendiz de Paulo. A circuncisão de Timóteo foi por uma razão cultural apenas, para remover qualquer impedimento à expansão da causa de Cristo. Foi uma parceria que deu origem à uma amizade verdadeira que fez o apóstolo chamá-lo de filho e indicá-lo por sua competência e submissão (Fp 2.19-22; 1Co 4.17).

2. As lições – Barnabé e Paulo divergiram, mas não pararam de fazer a obra. Vidas continuaram sendo alcançadas, agora em duas frentes. Barnabé e Marcos em Chipre. Paulo, Silas e Timóteo partiram pela Ásia Menor e Grécia. As Igrejas continuaram sendo firmadas na fé e crescendo (16.5). Divergências poderão acontecer em nossa caminhada, precisamos resolvê-las sem deixar de avançar. Mesmo separados, Barnabé não deixou de ser lembrado por Paulo (1Co 9.6).

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