"É um absurdo meninos serem colocados para pregar como homens; mas é lamentável quando vejo homens pregarem como meninos"
*George Whitefield*
Crianças que demonstrem alguma "capacitação" especial na Bíblia são pontuais TODAS NO AT *e de forma alguma* a Bíblia enaltece e/ou incentiva a busca pela repetição deste fato.
No NT há apenas a referência de João Batista, cheio do Espírito Santo no ventre de Isabel, em atos dos apóstolos *não há sequer uma* referência a utilização de crianças de forma a transmitir mensagens, ensino , ou falar de forma autoritária sobre e nas comunidades cristãs.
*PS.* Alguns podem citar Jesus que quando jovem debatia com os mestres da lei, mas creio eu que ninguém que tenha um mínimo de "bom senso" ousaria comparar qualquer criança, em qualquer tempo ou era com Jesus.
A Bíblia *SEMPRE* se coloca contra a ideia de alguém desempenhando funções de ensino e/ou "funções que edifiquem a fé" da comunidade sendo neófito (novo na fé)
11 Quando eu era menino, *falava* como menino, *pensava* como menino e *raciocinava* como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
*1Co.13:11*
O próprio Apóstolo Paulo, muito embora tenha sido amplamente instruido e preparado nas escrituras do AT. reconhece que precisou chegar a maturidade física e espiritual para compreender e saber sobre o que falar e ensinar.
Nos idos de 2010 uma criança ficou muito conhecida- *virou até manchete de jornais -* essa criança "pregava" em algumas *DITAS* igrejas *(Neo-petencostais, onde o zelo com a Palavrade Deus, em sua absoluta maioria, é colocado de lado),* ficando conhecida como "missionária infantil" ou "A pastorinha".
Em 2022 essa agora jovem que atualmente cursa medicina, relatou que essa "experiência" quando criança (10/11 anos) que parecia positiva e fruto da sua própria vontade para ela; na verdade *era fruto de pais* que queriam ver "algo de diferenciado" nela em relação às outras crianças *e de um "pastor"* que objetivava benefícios pessoais ao explorar esse "suposto dom de pregar".
Com 12/13 anos essa criança sentiu-se muito mal ao ser confrontada por perguntas a respeito de questões de fé e teologia por parte de pessoas mais velhas que viam suas "pregações", que nada mais eram do que um aglomerado de emoções, imitações de outros pregadores, jargões e frases feitas, no entanto *vazias* de *teologia e ensinos bíblicos* bem estruturados.
Essa jovem *abandonou* a "igreja" e a fé desde os 13 anos, e incrivelmente no mesmo relato a um repórter, diz estar reencontrando o caminho da fé através de um professor cristão na Universidade e voltando gradativamente a fazer parte de uma comunidade, sem as exigências e expectativas colocadas por outros sobre ela.
*PS* . No final do seu relato ela disse:
"Finalmente agora sinto estar buscando e fazendo A Verdadeira Vontade de Deus para minha vida"
Crianças devem ser ensinadas no caminho do Senhor *(Pv.22:6)*, *amadas* durante esse ensino e *protegidas* , inclusive delas mesmas e de sua imaturidade.
Duas perguntas surgem neste momento e devem ser respondidas com sinceridade a luz do Espírito Santo:
*1. A igreja deveria dar palco para isso?*
- Física e psicologicamente crianças não são preparadas para lidar com as exigências de pregar.
- Espiritualmente não há a maturidade orientada em várias passagens pela Bíblia.
- A criança está cumprindo um papel designado biblicamente para ela, ou é só mais um entretenimento gospel ?
*2. É saudável para a igreja receber esse tipo de alimento espiritual "raso" e débil em ensino?*
Não anulamos a ação do Espírito Santo guiando e esclarecendo A Palavra de Deus, no entanto, *Charles Spurgeon* pregou pela primeira vez aos 16 anos, sendo que, desde os 11 era ensinado e preparado constantemente em uma comunidade cristã *onde o ensino era prioridade.*
Mas pregadores como *Wesley* (36 anos) , *Witfield* (24 anos) ou mesmo *Billy Graham* (25 anos), só começaram sua rotina de pregações quando *adultos* , *maduros* e com *formação acadêmica e teológica muito bem estabelecidas.*
Será que eles começaram "tardiamente" por não ter o Espírito Santo? Ou será que essa afirmação de que "essa criança prega pelo Espírito " *não é só mais uma desculpa* da nossa sociedade moderna "evangelical" , que torna a responsabilidade com A Pregação e com o Ensino algo banal ? Que qualquer um pode fazer?
Continua.
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