Muitas pessoas gostam de falar aos
quatro ventos a respeito da importância do perdão, no entanto a ideia de perdão
destas mesmas pessoas é bastante diferente e deturpada quando analisamos a
questão a luz da Bíblia.
No início do séc. XX as ideias e
preceitos humanistas a respeito do “perdão” tomaram forma e adquiriram força
dentro da sociedade, e infelizmente também adentraram nas igrejas através de
líderes religiosos que optaram por ideias agradáveis a si mesmos e aos membros
das congregações, em detrimento dos verdadeiros ensinamentos bíblicos a
respeito do assunto.
Vejam bem, a ideia de que as pessoas,
por serem perdoadas por Deus, deveriam perdoar seus próprios transgressores é
comum à maioria das religiões – especialmente as três grandes tradições
monoteístas – que vêm articulando o conceito de perdão por milênios,
sentimentos como a injustiça e mágoa – situações que podem ser manejadas por meio
do perdão – fazem parte da rotina dos relacionamentos em família, na escola e
no trabalho, ocasionado, muitas vezes, por aqueles que são mais próximos.
Com o advento da Psicologia (Ciência
relativamente nova), é possível identificar, já na década de 30, artigos
teóricos e trabalhos empíricos ainda modestos, elaborados para entender
minimamente alguns aspectos relacionados ao comportamento de perdoar.
Entretanto, é somente a partir da década de 80 que surge um interesse mais intensivo
e metodologicamente estruturado voltado para o estudo do perdão.
O interesse e os estudos que envolvem o
perdão começaram a surgir no Brasil – ou melhor, a ser divulgados – apenas na
primeira década de 2000, sendo possível encontrar referências ao tema em alguns
livros e artigos que vêm sendo publicados desde então, sendo assim aspectos da
Psicologia positiva, apontam o perdão como uma das características passíveis de
serem estudadas e aplicadas cientificamente e que poderiam promover condições
para o desenvolvimento pleno, saudável e positivo dos aspectos biológicos e sociais
dos seres humanos.
O ato de perdoar ao invés de se vingar,
passou a ser encarado como bom para o psicológico da pessoa além de demonstrar
um sentimento altruísta interior que seria bem visto pelas outras pessoas.
“Perdoar” psicologicamente passou a ser
ensinado nas igrejas, um tipo de perdão “agradável” por que não envolve nem um
tipo de renúncia pessoal; eu digo que perdoei e pronto, mas posso continuar
magoado (a), me afastar da pessoa que me traiu ou magoou, eu perdoou quem fala
mal de mim, mas eu mesmo me afasto do convívio com estas pessoas.
Este nunca foi ou será o tipo de Perdão ensinado
pela Bíblia
A coerência do bom uso do Evangelho
ocorre quando o próprio leitor, ofendido pela traição e pelo repúdio do seu
cônjuge por exemplo, gostaria de seguir um novo caminho, uma busca pela
felicidade pessoal; mas não o faz porque sabe que tal atitude desagradaria e
muito ao SENHOR; e ele próprio termina se convencendo do caminho mais difícil e
estreito, da santidade e da obediência a vontade de Deus.
"Portanto, se trouxeres
a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa
contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te
primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta" (Mt
5,23-26)
É importante notarmos que nem receber
nossas ofertas Deus o faz sem que antes busquemos o perdão; um segundo ponto
que também é “ignorado” é que a busca pelo perdão parte da parte “ofendida” - e vai reconciliar-te
primeiro com teu irmão – e não ficar esperando que o
ofensor venha pedir perdão.
Perdão È REESTABELECER
LAÇOS, não existe, nem jamais existira no Cristianismo ideias como “Eu
perdoo, mas vou me afastar”, “Eu perdoo, mas não preciso conviver”, “Eu perdoo,
mas posso me separar”; todas estas ideias são Carnais, Mundanas, e Egoístas, baseadas no que eu quero, no que eu
acho, no que vai me fazer bem; e só entraram na igreja a partir do momento que
pessoas buscaram ideias humanistas em detrimento do Ensino Bíblico Verdadeiro.
1Co.13:4-7
4 O amor é
paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
5 Não
maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda
rancor.
6 O amor
não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
7 Tudo
sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Amor e perdão são duas faces da mesma moeda, e são
duas qualidades cristãs que devem ser colocadas em prática a todo momento.
·
Não
procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor – ou seja
perdoa
·
Tudo sofre, tudo
crê, tudo espera, tudo suporta – ou seja perdoa
Deus
perdoa todos os dias nossas faltas, pecados e traições; e sempre nos mantém
junto a Ele, nosso ato de perdoar TEM QUE SER um reflexo do perdão d’Ele,
perdoamos e restabelecemos laços com quem nos ofendeu; ou você prefere que Deus lhe perdoe mas não conviva mais com você?
No Sermão do Monte Jesus
demonstra a forma de perdão cristão que devemos praticar.
Lc
6.27-30
38 Ouvistes
que foi dito: Olho por olho, dente por dente.
39 Eu,
porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na
face direita, volta-lhe também a outra;
40 e, ao
que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
41 Se
alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a
quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.
O amor ao próximo
Lc
6.32-36
43 Ouvistes
que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.
44 Eu,
porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;
45 para
que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol
sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.
46 Porque,
se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos
também o mesmo?
47 E, se
saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios
também o mesmo?
48 Portanto,
sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
Nosso
amor precisa ser perfeito como o do Pai, e nosso perdão tem que ser aquele
reconciliador, o que restabelece os laços rompidos, o que aproxima novamente
assim como é o de Deus.
Deus
abençoe a todos.
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