sexta-feira, 17 de abril de 2020

Os Doze Apóstolos (1ª Parte)


Os apóstolos aprenderam de Jesus sobre o Reino do céu, e Jesus aprendeu muito com eles sobre o reino dos homens e a natureza humana, tal como está realmente é.
Os apóstolos representavam muitos tipos diferentes de temperamentos humanos, muitos deles eram pescadores galileus mas não cometam o erro de tomar os apóstolos como sendo de todo ignorantes e pouco instruídos, uma vez que todos eles -  exceto os gêmeos Alfeus - haviam sido graduados pelas escolas das sinagogas, tendo sido educados profundamente sobre as escrituras dos hebreus e sobre muitos dos conhecimentos correntes daqueles dias. Sete deles eram graduados da escola da sinagoga de Cafarnaum, e não havia escolas judaicas melhores em toda a Galiléia.
Muitas vezes ao serem relatados como “ignorantes e iletrados”, a intenção é transmitir a idéia de que eles eram leigos, ou seja, não instruídos segundo o saber dos rabinos, nem educados segundo os métodos da interpretação rabínica das escrituras.

1. André, o Primeiro Escolhido

André, tido como líder do corpo apostólico, nasceu em Cafarnaum, o seu pai, agora falecido, havia sido sócio de Zebedeu no negócio de secagem de peixes em Betsaida, o porto de pesca de Cafarnaum. No ano 26 d.C., quando foi escolhido como apóstolo, André tinha 33 anos, um ano completo a mais do que Jesus, sendo desta forma o mais velho dos apóstolos.
Quando se tornou um apóstolo, André estava solteiro, mas vivia com o seu irmão casado, Simão Pedro. Ambos eram pescadores e sócios de Tiago e de João, os filhos de Zebedeu.
Mesmo nunca tendo sido um pregador eficiente, André fazia um trabalho pessoal eficaz, sendo o missionário pioneiro do Reino, visto que, como o primeiro apóstolo escolhido, imediatamente trouxe até Jesus o seu irmão, Simão, que depois se tornou um dos maiores pregadores do Reino.
André e Pedro tinham o caráter e o temperamento bem diferentes, mas se davam esplendidamente bem um com o outro., André e Pedro pareciam nunca ter a menor inveja das habilidades, nem das realizações um do outro.
No Dia de Pentecostes, quando duas mil almas foram acrescentadas ao Reino, graças principalmente à pregação energética e inspirada de Pedro, André disse ao seu irmão: “Eu não poderia ter feito isso, mas estou contente de ter um irmão que o fez”. Ao que Pedro respondeu: “E se não fosse tu, que me trouxeste ao Mestre e, não fosse a tua perseverança em me manter junto a ele, eu não estaria aqui para fazer isso”. André e Pedro deixam como ensinamento a necessidade de convivermos em paz e trabalhar juntos de um modo eficiente para o Reino.
O grande serviço de André para o Reino foi o de aconselhar a Pedro, a Tiago e a João a respeito da escolha dos primeiros missionários que foram expedidos para proclamar o evangelho do Reino, e também o de aconselhar a esses primeiros líderes sobre a organização dos assuntos administrativos do Reino. André tinha o grande dom de descobrir os recursos ocultos e os talentos latentes dos mais jovens.
Logo depois da ascensão celeste de Jesus, André começou a escrever um registro pessoal de muitos dos feitos e dos ditos do seu Mestre que partira, a última dessas poucas cópias alteradas e corrigidas foi destruída pelo fogo em Alexandria, cerca de cem anos depois que o original havia sido escrito pelo apóstolo, o primeiro a ser escolhido entre os doze.
Quando as perseguições posteriores dispersaram os apóstolos de Jerusalém, André viajou pela Armênia, Ásia Menor e Macedônia, tendo sido preso, ao final, e crucificado em Patras, na Acáia, após trazer vários milhares de pessoas para o Reino. Dois dias inteiros foi o tempo que levou para que esse homem robusto expirasse na cruz e, mesmo durante essas horas trágicas, continuou ele efetivamente a proclamar as boas-novas da salvação do Reino do céu.

2. Simão Pedro

Quando Simão juntou-se aos apóstolos, ele tinha trinta anos. Era casado, possuía três filhos, e vivia em Betsaida, perto de Cafarnaum. O seu irmão, André, e a mãe da sua mulher viviam com ele.
O Mestre havia conhecido Simão há algum tempo, quando André o apresentou como o segundo dos apóstolos, naquele momento Jesus deu a Simão o nome de Pedro, Simão era muito conhecido por todos os seus amigos como sendo um companheiro impulsivo e errático.
Simão Pedro era um homem impulsivo, um otimista que persistia em falar sem pensar, e esse “descuido” também trazia complicações - a razão pela qual Pedro não entrava em maiores complicações, por falar sem pensar, era que, ele aprendera a conversar sobre muitos dos seus planos e esquemas com o seu irmão, André, antes de aventurar-se a fazer propostas em público - Pedro era um orador fluente, eloqüente e dramático. Era também um líder de homens, por natureza e por inspiração, um pensador rápido, mas sem um raciocínio mais profundo.
Pedro não tinha uma mente profunda, mas conhecia muito bem a própria mente, sendo assim um homem de decisão súbita e de ação rápida. Enquanto os outros, atônitos, faziam comentários de espanto ao verem Jesus na praia, Pedro pulava na água e nadava até a praia para encontrar o Mestre.
Pedro foi o primeiro dos apóstolos de Jesus a adiantar-se para defender o trabalho de Filipe com os samaritanos e o de Paulo com os gentios. Entretanto, na Antioquia, mais tarde, ele inverteu a sua posição quando afrontado pelos judaizadores que o ridicularizavam, retirando-se temporariamente de entre os gentios, sem outro resultado a não ser trazer sobre a sua cabeça a denúncia destemida de Paulo.
Depois de deixar Jerusalém, e antes de Paulo tornar-se um espírito de liderança para as igrejas cristãs dos gentios, Pedro viajou extensivamente, visitando todas as igrejas da Babilônia até Corinto. Ele visitou muitas igrejas e ministrou até mesmo naquelas que haviam sido erigidas por Paulo. Embora Pedro e Paulo tivessem temperamento e educação muito diferentes, até mesmo em teologia, eles trabalharam juntos e harmoniosamente, nos seus últimos anos, para a edificação das igrejas.
A esposa de Pedro era uma mulher muito capacitada, durante anos ela trabalhou satisfatoriamente como membro do corpo feminino e, quando Pedro foi expulso de Jerusalém, ela o acompanhou em todas as suas jornadas às igrejas, bem como em todas as suas excursões missionárias; E, no dia em que o seu ilustre marido teve a vida ceifada, ela foi atirada às bestas selvagens na arena de Roma. (Deixando o ensinamento aos casais cristãos de amor e apoio mutuo).
 Pedro se considerou como indigno de receber as altas honrarias quando os seus captores informaram-lhe que ele deveria morrer como o seu Mestre tinha morrido - na cruz – sendo assim, Simão Pedro foi crucificado em Roma.

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