Na semana conhecida como a Semana Santa, ou a semana da paixão de Cristo – onde ele demonstrou todo o Seu amor pelo Pai – esta semana inicia com Jesus chegando em Jerusalém para celebrar a Páscoa, as passagens bíblicas que tratam desta ocasião nos mostram seus últimos momentos com os discípulos, a instituição da Santa Ceia como memorial, seguindo para os eventos que precedem Sua Morte e Ressureição.
*A Entrada Triunfal – Domingo de Ramos*
Ao entrar em Jerusalém, montado em um jumento, Jesus cumpre uma profecia do Profeta Zacarias (Zc.9:9) O povo se juntou para lhe dar as boas-vindas e muitas pessoas colocaram ramos e mantos no chão diante de Jesus (Mt.21:8-9). A multidão aclamou Jesus como o Messias, o salvador prometido por Deus.
Vale ressaltar que estas mesmas pessoas que aclamaram Jesus, mais a frente concordarão com a Sua crucificação.
*Nota* : Muitas pessoas dizem que querem Jesus, no entanto apenas se Ele for um “Libertador”, alguém que veio fazer “a minha” vontade e vencer o que eu acho que está errado no mundo.
Este dia termina com o relato bíblico de Jesus saindo de Jerusalém e deslocando-se a cidade vizinha, Betânia, onde Ele dormiu.
*Jesus ensinando em Jerusalém – Segunda a Quarta Feira*
Nestes 3 dias vemos que Jesus repetia sua rotina ao entrar em Jerusalém pela manhã, e retornar para Betânia ao fim da tarde.
Durante o dia, ele ensinava o povo no templo sobre o reino de Deus, o foco de qualquer ensino feito por Jesus e depois por seus apóstolos e discípulos SEMPRE foi sobre o Reino de Deus, exatamente por focar APENAS neste ensino e que muitos que os seguiam começaram a desanimar, pois como já dito antes essas pessoas objetivavam que Jesus transformasse a realidade na qual viviam em algo mais de acordo com a própria visão de mundo que estas pessoas achavam ser a correta.
Um fato marcante da segunda-feira, foi narrado em (Mc.11:12-14), durante o caminho para Jerusalém, Jesus amaldiçoou uma figueira, porque não tinha fruto.
Figueiras eram plantadas abeira do caminho naquela época para alimentar os viajantes e assim demonstrar Israel (Cuja uma das figuras representativas era uma figueira) glorificando a Deus alimentando a todos os caminhavam naquele caminho.
Quando a figueira apresenta apenas folhas (só dá a impressão de possuir algum fruto a ser colhido) ela não tem função para o Reino de Deus, por isso Jesus a amaldiçoa.
Jesus entra no templo e expulsa os mercadores, acusando-os de tornar a casa de Deus em um mercado e um lugar de ladrões (Mc.11:15-17).
De acordo com Flavio Josefo (Historiador Judeu) e Eusebio (Pai da Igreja) nesta época judeus descontentes com as políticas romanas se juntavam no templo – Que deveria ser um lugar APENAS de adoração – juntamente com supostos lideres religiosos e até bandidos (Sicários e Macabeus) para tramar e fomentar entre o povo de Deus estratégias contra Roma.
Ao retornar à Betânia, a figueira amaldiçoada tinha secado, demonstrando que Israel que deveria abençoar as nações ENSINANDO a respeito de Deus e da Sua Palavra, tinha desvirtuado a sua função com atitudes como as ocorridas no templo.
Jesus debateu com os líderes religiosos e ensinou várias coisas importantes durante esses 3 dias.
1. Explicou sobre O Maior mandamento
2. Contou parábolas sobre a salvação e o fim dos tempos
3. Explicou sobre o pagamento de impostos
4. Disse quais seriam os sinais do fim dos tempos
5. Falou sobre sua morte e ressurreição
Os ensinamentos e a popularidade de Jesus iam contra os interesses dos líderes religiosos, sendo assim, procuraram uma forma de matar Jesus. E como os ensinos de Jesus não agradavam aos ouvidos daqueles que esperavam viver num mundo de acordo com suas próprias vontades, partiu de dentro do círculo dos mais íntimos de Jesus, onde Judas se ofereceu para trair Jesus em troca de dinheiro.
*A última ceia – Quinta Feira*
Seguindo as instruções de Jesus, os discípulos prepararam uma sala e se reuniram com ele para o jantar da Páscoa (Quinta era o dia de celebrar a Páscoa judaica). Ao lavar os pés dos discípulos antes do jantar, Jesus dá mais um ensino a respeito do Seu Reino ensinando-os a ser humildes e a servirem uns aos outros (Jo.13:12-14)
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças e repartiu-o com os discípulos - Jesus explicou que o pão simbolizava seu corpo - Ele fez o mesmo com o vinho – explicando que o vinho simboliza seu sangue - e que em breve ambos seriam dados pelos discípulos (Lc.22:19,20).
Assim Jesus institui um dos Sacramentos do Cristianismo – A Santa Ceia – e instruiu que seus discípulos tomassem esses símbolos para lembrar de sua morte, até sua vinda.
*Nota* : Mais a frete o apóstolo Paulo fala de pessoas que por suas atitudes profundamente apegadas a este mundo e por suas atitudes ligadas as suas próprias vontades, mesmo estando dentro da comunidade dos cristãos não deveriam estar participando da Ceia do Senhor; fazendo uma ressalva de que devemos examinar se nossas atitudes demonstram a nossa legalidade em participar deste memorial.
Judas saiu para entregar Jesus às autoridades, revelando-se o traidor que Jesus já havia predito, da mesma forma Jesus ainda previu que os outros discípulos o iriam abandonar e que Pedro o iria negar.
Após cantar um hino Jesus e seus discípulos – menos Judas - foram para o jardim do Getsêmani, neste local Jesus passou algum tempo em oração, pois preparava-se para o que vinha a seguir.
Em Lc.22:47,48, nos é narrado que Judas acompanhado de guardas chegam para prender Jesus, após uma tentativa de luta os discípulos fugiram, deixando Jesus sozinho e Este foi levado para a casa do sumo-sacerdote para ser julgado.
*A Crucificação – Sexta Feira Santa*
De forma arbitraria o “processo” contra Jesus foi conduzido durante a noite e madrugada – violando as leis judaicas – pelo Sinédrio, Jesus foi levado a casa de um dos sumo sacerdotes – haviam dois contra as leis judaicas - e Jesus ser levado a casa e não ao templo para ser “interrogado” também violava as leis judaicas – processos como o que estavam acusando Jesus tinham que ser julgados no templo – além de só poderem ser levados a frente pela concordância entre 2 a 3 testemunhas o que não ocorreu.
Ao amanhecer na manhã de sexta-feira, Jesus foi interrogado pelo sumo-sacerdote, o governador Pilatos e o rei Herodes, onde por diversas vezes nada fora encontrado de errado com o Seu proceder ou ensino.
Segue-se toda uma sequência de humilhações e espancamentos, onde os guardas romanos colocam uma coroa de espinhos em Sua cabeça, ridicularizando-o por ser chamado de rei.
Judas comete suicídio, por remorso – não por arrependimento; Pedro segue Jesus de longe, mas ao ser confrontado e tomado como um de Seus discípulos, ele nega conhecer Jesus três vezes.
Pilatos tenta livrar Jesus por ver Sua inocência; Mesmo assim influenciados pelo sinédrio e pela multidão que dias antes o aclamava, vendo que a multidão estava se revoltando, Pilatos condena Jesus à crucificação, apesar de ser inocente (Mc.15:13-15).
A crucificação de Jesus ocorreu por volta do meio-dia, junto com dois ladrões, o céu escureceu até cerca das três da tarde, quando Jesus morreu houve um grande terremoto e o véu do templo foi rasgado de cima a baixo (Mc.27:50-52)
Após a confirmação da morte de Jesus Ele foi retirado da cruz e sepultado por intermédio de José de Arimatéia – membro do sinédrio que creu no Messias – e mesmo arriscando sua posição e até mesmo sua própria vida.
Uma grande pedra foi colocada na entrada e todos foram embora para cumprir o sábado.
*Continua amanhã...*
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