sexta-feira, 24 de abril de 2020

Os Doze Apóstolos (3ª Parte)


5. Filipe

O quinto apóstolo a ser escolhido, foi chamado quando Jesus e os seus quatro primeiros apóstolos estavam no caminho de volta, vindos do local em que João batizava no Jordão, até Caná da Galiléia.

Vivia em Betsaida, provavelmente Filipe conhecia Jesus há algum tempo, mas até aquele dia no vale do Jordão em que Ele disse: “Segue-me”, ainda não conhecia Sua missão.
Filipe estava com vinte e sete anos quando se juntou aos apóstolos; ele havia se casado recentemente, mas não tivera filhos até então.

 Quando os apóstolos estavam organizados para o serviço, Filipe foi feito intendente; o seu dever era zelar para que nunca lhes faltassem suprimentos, pode-se dizer que ele cuidou bem do almoxarifado, com minuciosidade metódica e sistemática.

Se o ponto forte de Filipe era a confiabilidade metódica; o seu ponto fraco era a total falta de imaginação, ele era o homem comum típico, de todos os dias.

A qualidade de Jesus que Filipe tão continuadamente admirava era a generosidade infalível do Mestre. Filipe nunca encontrava nada em Jesus que fosse pequeno, avaro, miserável, e ele adorava essa liberalidade sempre presente e infalível, a ele sempre se referiam como o “Filipe da Betsaida, a cidade em que vivem André e Pedro”.

Faltava-lhe também muito do discernimento espiritual interno. Ele não hesitaria em interromper Jesus, no meio de um dos ensinamentos mais profundos do Mestre, para fazer alguma pergunta aparentemente tola, Jesus, entretanto, nunca lhe fazia nenhuma reprimenda por tais aparentes descuidos, Jesus estava supremamente interessado nos homens, em todas as espécies de homens.

Tinha aquele dom grande e raro de dizer: “Vem”. Quando Natanael, o seu primeiro convertido, quis discutir sobre os méritos e deméritos de Jesus de Nazaré, a resposta efetiva de Filipe foi: “Vem e vê”, não foi um pregador dogmático que exortava os seus ouvintes a fazerem isso ou aquilo, mas foi uma pessoa de exemplos pessoais “vem comigo; eu te mostrarei o caminho”. E essa é sempre a técnica eficaz, em todas as formas e fases de ensinamento.

Do mesmo modo, quando Filipe foi a Samaria, pregando e batizando os crentes, como lhe tinha sido ensinado pelo seu Mestre, ele absteve-se de impor as mãos aos seus convertidos, em sinal de terem recebido o Espírito da Verdade, Isso foi feito por Pedro e João, que vieram logo de Jerusalém para observar o seu trabalho em nome da mãe Igreja.

Filipe continuou o seu trabalho durante as horas de provações, da morte do Mestre, participou da reorganização dos doze, e foi o primeiro a ir em frente no intuito de conquistar almas para o Reino, fora das fileiras imediatas dos judeus, tendo tido muito êxito no seu trabalho com os samaritanos e em todos os seus trabalhos posteriores em nome do evangelho.

A esposa de Filipe, que era um membro eficiente do corpo feminino, tornou- se ativamente ligada ao marido no seu trabalho de evangelização, depois da sua partida para fugir das perseguições de Jerusalém, sua esposa era uma mulher destemida, ficou ao pé da cruz de Filipe, encorajando-o a proclamar as boas-novas, até mesmo para os seus assassinos e, quando lhe faltaram forças, ela começou a contar a história da salvação pela fé em Jesus e foi silenciada apenas quando os judeus irados correram até ela apedrejando-a até a morte.

Filipe, o antigo intendente dos doze, foi um homem de poder no Reino, conquistando almas onde quer que fosse; e foi finalmente crucificado, pela sua fé, e enterrado em Hierápolis.

6. Natanael

Natanael, foi escolhido pelo próprio Mestre, e trazido a Jesus pelo seu amigo Filipe, estava indo ver João Batista com Filipe, quando se encontraram com Jesus.
Quando Natanael juntou-se aos apóstolos, ele tinha vinte e cinco anos e era o segundo mais jovem do grupo, solteiro, era o único esteio de pais idosos e enfermos, vivendo com eles em Caná; os seus irmãos e a irmã eram pessoas casadas ou falecidas, e nenhum deles vivia lá.

Natanael e Judas Iscariotes eram os dois homens mais bem instruídos entre os doze, Jesus não deu, ele próprio, nenhum apelido a Natanael, mas os doze logo começaram a referir-se a ele em termos que significavam honestidade e sinceridade.
Ele era tanto honesto, quanto sincero, mesmo assim a fraqueza do seu caráter era o seu orgulho; ele era muito orgulhoso, da família, da cidade, da própria reputação e da nação; Natanael, contudo, era inclinado a ir aos extremos nos seus preconceitos pessoais, estando disposto a prejulgar os indivíduos em função das opiniões pessoais deles. E não demorou a fazer a pergunta, mesmo pouco antes de conhecer Jesus: “Pode alguma coisa boa vir de Nazaré?”

Ele era o filósofo apostólico e o sonhador, mas era o tipo do sonhador prático, os apóstolos todos amavam e respeitavam Natanael, e este se dava esplendidamente com todos, exceto com Judas Iscariotes, este achava que Natanael não levava o seu apostolado suficientemente a sério.
O dever de Natanael era o de cuidar das famílias dos doze. Ele estava frequentemente ausente do conselho apostólico, pois, quando sabia que alguma doença ou outra coisa fora do ordinário havia acontecido a alguém sob o seu encargo, ele não perdia tempo e corria logo até a casa da vítima.

O que Natanael mais reverenciava em Jesus era a sua tolerância. Ele nunca se cansou de contemplar a abertura da mente de Jesus e a generosa compaixão do Filho do Homem.
O pai de Natanael (Bartolomeu) morreu pouco depois de Pentecostes; e, depois disso, esse apóstolo foi para a Mesopotâmia e para a Índia proclamar as boas-novas do Reino e batizar os crentes. Realizou muito para a disseminação dos ensinamentos do seu Mestre, embora não tenha participado da organização da igreja cristã posterior. Natanael morreu na Índia.

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