7. Mateus Levi
Mateus, o sétimo apóstolo pertencia a uma família
de coletores de impostos, ou publicanos, e era, ele próprio, um coletor
alfandegário em Cafarnaum, onde vivia.
Estava com trinta e um anos, era casado, possuía
quatro filhos, era um homem de alguma posse, o único que tinha um certo recurso
entre os do corpo apostólico.
Foi um discípulo sincero e cada
vez mais crente na missão de Jesus e na certeza do Reino, tendo como ponto
forte sua devoção, do fundo do coração, à causa; o que Mateus mais apreciava era a disposição que o
Mestre tinha de perdoar.
Embora Mateus fosse um homem com
um passado de publicano, ele saiu-se admiravelmente bem na sua tarefa e, ele
era um dos apóstolos que tomavam longas notas das falas de Jesus, e essas notas
foram usadas como base da narrativa posterior que se tornou conhecida como o
evangelho segundo Mateus.
Mateus recebia as oferendas
voluntariamente feitas pelos discípulos crentes e ouvintes imediatos dos
ensinamentos do Mestre, mas ele nunca solicitou fundos abertamente às
multidões, sendo que ele próprio deu a sua modesta fortuna ao trabalho do
Mestre e aos seus apóstolos, quando ele viajou para proclamar o evangelho do
Reino, depois do começo das perseguições, estava praticamente sem nenhum
dinheiro.
Quando essas perseguições levaram
os crentes a abandonar Jerusalém, Mateus viajou para o norte, pregando o
evangelho do Reino e batizando os crentes, na Síria, na Capadócia, na Galátia,
na Bitínia e na Trácia. E foi na Trácia.
Na Lisimáquia, que alguns judeus,
não crentes, conspiraram com os soldados romanos para consumar a sua morte,
esse publicano regenerado morreu, triunfante, na fé de uma salvação que com
tanta certeza ele havia aprendido com os ensinamentos do Mestre, durante a sua
recente permanência na Terra.
8. Tomé Dídimo
Tomé foi o oitavo apóstolo, mais
tarde tornou-se conhecido como “o incrédulo Tomé”; é bem verdade que a sua
mente era do tipo lógico, cético, mas ele tinha uma forma de lealdade corajosa
que proibia aos seus conhecidos mais próximos considerá-lo como um cético por
leviandade.
Quando se juntou aos apóstolos
Tomé estava com vinte e nove anos, era casado, e possuía quatro filhos, havia
sido carpinteiro e pedreiro, mas, sendo pescador, ultimamente residia na
Tariquéia, apesar da pouca instrução, possuía uma mente perspicaz e de bom
raciocínio.
Era estupendamente honesto e
inflexivelmente leal, perfeitamente sincero e inquestionavelmente verdadeiro, mas
possuía uma suspeita aflitiva, quando entrou em contato com o caráter nobre de
Jesus o contato com o Mestre começou imediatamente a transformar toda a
disposição interior de Tomé, causando grandes mudanças nas suas reações mentais
para com os seus semelhantes.
Tomé era, em alguns aspectos, como Filipe; ele
também esperava “que lhe fosse mostrado, e como”, era analítico, não meramente
cético e, quando a coragem pessoal física estava envolvida, ele era um dos mais
valentes entre os doze.
Tomé é o grande exemplo de um ser humano que tem
dúvidas, que se confronta com elas, e que vence.
Tomé teve momentos difíceis
durante os dias do interrogatório e da crucificação, por um momento, ele
sucumbiu à sua depressão e à dúvida, mas finalmente retomou a sua fé e coragem.
Ele deu conselhos sábios aos
apóstolos, depois de Pentecostes, e, quando a perseguição dispersou os crentes,
ele foi para Chipre, Creta, costa norte da África e Sicília, pregando as
boas-novas do Reino e batizando os crentes.
Tomé continuou a pregar e a
batizar, até que foi preso pelos agentes do governo romano e acabou sendo
executado em Malta.
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