sábado, 25 de abril de 2020

Os Doze Apóstolos (4ª Parte)



7. Mateus Levi

Mateus, o sétimo apóstolo pertencia a uma família de coletores de impostos, ou publicanos, e era, ele próprio, um coletor alfandegário em Cafarnaum, onde vivia.

Estava com trinta e um anos, era casado, possuía quatro filhos, era um homem de alguma posse, o único que tinha um certo recurso entre os do corpo apostólico.

Foi um discípulo sincero e cada vez mais crente na missão de Jesus e na certeza do Reino, tendo como ponto forte sua devoção, do fundo do coração, à causa; o que Mateus mais apreciava era a disposição que o Mestre tinha de perdoar.

Embora Mateus fosse um homem com um passado de publicano, ele saiu-se admiravelmente bem na sua tarefa e, ele era um dos apóstolos que tomavam longas notas das falas de Jesus, e essas notas foram usadas como base da narrativa posterior que se tornou conhecida como o evangelho segundo Mateus.

Mateus recebia as oferendas voluntariamente feitas pelos discípulos crentes e ouvintes imediatos dos ensinamentos do Mestre, mas ele nunca solicitou fundos abertamente às multidões, sendo que ele próprio deu a sua modesta fortuna ao trabalho do Mestre e aos seus apóstolos, quando ele viajou para proclamar o evangelho do Reino, depois do começo das perseguições, estava praticamente sem nenhum dinheiro.

Quando essas perseguições levaram os crentes a abandonar Jerusalém, Mateus viajou para o norte, pregando o evangelho do Reino e batizando os crentes, na Síria, na Capadócia, na Galátia, na Bitínia e na Trácia. E foi na Trácia.

Na Lisimáquia, que alguns judeus, não crentes, conspiraram com os soldados romanos para consumar a sua morte, esse publicano regenerado morreu, triunfante, na fé de uma salvação que com tanta certeza ele havia aprendido com os ensinamentos do Mestre, durante a sua recente permanência na Terra.

8. Tomé Dídimo

Tomé foi o oitavo apóstolo, mais tarde tornou-se conhecido como “o incrédulo Tomé”; é bem verdade que a sua mente era do tipo lógico, cético, mas ele tinha uma forma de lealdade corajosa que proibia aos seus conhecidos mais próximos considerá-lo como um cético por leviandade.

Quando se juntou aos apóstolos Tomé estava com vinte e nove anos, era casado, e possuía quatro filhos, havia sido carpinteiro e pedreiro, mas, sendo pescador, ultimamente residia na Tariquéia, apesar da pouca instrução, possuía uma mente perspicaz e de bom raciocínio.

Era estupendamente honesto e inflexivelmente leal, perfeitamente sincero e inquestionavelmente verdadeiro, mas possuía uma suspeita aflitiva, quando entrou em contato com o caráter nobre de Jesus o contato com o Mestre começou imediatamente a transformar toda a disposição interior de Tomé, causando grandes mudanças nas suas reações mentais para com os seus semelhantes.

Tomé era, em alguns aspectos, como Filipe; ele também esperava “que lhe fosse mostrado, e como”, era analítico, não meramente cético e, quando a coragem pessoal física estava envolvida, ele era um dos mais valentes entre os doze.

Tomé é o grande exemplo de um ser humano que tem dúvidas, que se confronta com elas, e que vence.

Tomé teve momentos difíceis durante os dias do interrogatório e da crucificação, por um momento, ele sucumbiu à sua depressão e à dúvida, mas finalmente retomou a sua fé e coragem.

Ele deu conselhos sábios aos apóstolos, depois de Pentecostes, e, quando a perseguição dispersou os crentes, ele foi para Chipre, Creta, costa norte da África e Sicília, pregando as boas-novas do Reino e batizando os crentes.

Tomé continuou a pregar e a batizar, até que foi preso pelos agentes do governo romano e acabou sendo executado em Malta.

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